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Nietzsche & Schopenhauer

Um blog optimista sobre o Benfica. setezero@iol.pt

sexta-feira, outubro 31, 2003

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Abismo. Deixemos de parte os primeiros trinta minutos nas Antas. O futebol que o Benfica vem praticando podia ser classificado, entre outros tantos epítetos, de «futebol de jardim de infância». Não arrisca, comete erros infantis, faz birra e ninguém joga como Derlei - no limite. Jogar na limite do abismo, uma das expressões de Javier Marías, é um dos traços dominantes de uma grande equipa. É mais perigoso, certamente. No futebol, só os medíocres têm medo. Artur
posted by slb  # 6:14 da tarde
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Nunca mais é sábado. Sim, é só isto. E já é tanto, meus senhores. Artur
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Simão e Roger. Dois golos fantásticos, é verdade. E então? Leiam Armando Nogueira, cronista brasileiro, por exemplo. «Meus amigos, gol de craque não é apenas um chute perfeito; é, também, a sucessão de lampejos que precede um disparo.» Artur
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Colhudeiro. «Esta palavra admirável que tem na Bahia para designar mentirosos de primeiro time», escreveu João Ubaldo Ribeiro. Hoje é o dia de escolherem qual é o melhor. Artur
posted by slb  # 12:07 da tarde

quarta-feira, outubro 29, 2003

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Tentação. Não resisto. Então aqui vai: apareça um candidato que traga Santiago Solari ou Pablo Aimar e apoiá-lo-ei até ao limite das minhas forças. Ponto final. Artur
posted by slb  # 7:08 da tarde
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Trauliteiro, asqueroso, imbecil. Parei durante pouco mais de um minuto. Até ao momento em que vi que o senhor António Figueiredo, porta-voz da actual direcção, também participava no programa. Nunca pensei que este trauliteiro, asqueroso e imbecil ainda estivesse activo. De facto, não há solução, este clube agarra tudo. Artur
posted by slb  # 7:01 da tarde

terça-feira, outubro 28, 2003

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Discursos. Embora com atraso, não quero deixar de referir o facto inusitado de o novo estádio da Luz ter sido inaugurado ao som da verborreia sportinguista. Ele foi o Sampaio, ele foi o Loureiro, ele foi o Santana, ele foi o Durão... o povo não gostou e vingou-se. Frederico
posted by slb  # 8:02 da tarde
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Luz. «Já brilha», diz um pasquim desportivo – e faz uma barulheira dos diabos, digo eu. Frederico
posted by slb  # 7:40 da tarde
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Verdade integral. Não foi um cronista desportivo assíduo como Nelson Rodrigues ou José Lins do Rego. Nem precisava. Paulo Mendes Campos, poeta, tradutor, repórter, junta-se ao olimpo dos mestres brasileiros na arte de contar «a bola». Adepto do Botafogo, viu de perto uma geração de craques como Garrincha - bastava só Garrincha. Talvez por isso, escreveu: «A verdade integral é a bola. O futebol paixão. Esse amor que faz um homem de quarenta e tantos anos sofrear o sono da fadiga para rememorar em câmara lenta o gol de cobertura que fez pela manhã.»

P.S. – Enquanto o foclore eleitoral benfiquista não acaba, o melhor antídoto é, sem dúvida, revisitar velhos cronistas, velhos contadores de histórias da «bola». Velhas memórias, mesmo que distantes. Mesmo que do outro lado do mar. «A verdade integral é a bola.» Artur
posted by slb  # 2:45 da tarde

segunda-feira, outubro 27, 2003

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Notas de uma inauguração III. O cabelo de Simão. Um senhor de nome «Barbas» a comer, literalmente, a relva. O discurso de Fialho Gouveia. A águia a comer carne. O golo sofrido. A exibição possível da terceira equipa do Nacional de Montevideu. O pontapé de Eusébio. Os olhos em lágrimas do autarca Pedro Santana Lopes. O tinto, a bifana e os vários barretes. «No dia em que a criatura humana perder a capacidade de admirar, cairá de quatro, para sempre», escreveu Nelson Rodrigues na Manchete Desportiva . Artur
posted by slb  # 7:25 da tarde
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Notas de uma inauguração II. Sim, só dois ou três jogadores mereciam, em condições normais, jogar na inauguração do novo estádio - condições normais que, sabemo-lo, não se verificam há dez anos. Adiante. Mesmo no estado actual, e por respeito pelos adeptos, Fernando Aguiar nunca poderia ter pisado aquele relvado. Não entrar, de todo, na Luz seria a melhor solução. Como tal não foi possível, então o jogador deveria ter ficado na fase de aquecimento até ao final da festa. Era o mínimo. Artur
posted by slb  # 7:19 da tarde
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Notas de uma inauguração. Os assobios, em uníssono, pretenderam humilhar o primeiro-ministro. No entanto, no final do discurso, milhares de adeptos aplaudiram o «Viva ao Benfica» do senhor Durão Barroso. Humilharam-se a si próprios. Será que nunca vão aprender? Artur
posted by slb  # 7:17 da tarde
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Estádio. Casa já temos. Agora é preciso arranjar mobília a condizer. Frederico
posted by slb  # 8:23 da manhã

sexta-feira, outubro 24, 2003

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Um mestre. Do passe longo, sobretudo. A propósito de Didí, um dos maiores mestres na criação de jogo de sempre, escreveu Eduardo Galeano: «Didí jogava parado. Mostrando a bola, dizia: ‘É ela quem corre’.» Amanhã, já o escrevi, não estarei presente na inauguração. Por muitas razões – algumas aqui desenvolvidas. Mas, sobretudo, porque sei que ali, no novo estádio, serão os jogadores a correr, desaforidos, atrás da bola, sem que, por um único momento, alguém se lembre de Didí. Artur
posted by slb  # 5:46 da tarde

quinta-feira, outubro 23, 2003

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22 de Outubro. É uma das melhores imagens desportivas deste ano. O FC Porto vence em qualquer estádio e os seus jogadores e técnicos mantêm a serenidade de verdadeiros campeões – não, não referi o presidente. A excepção foi a final da Taça UEFA, onde o senhor José Mourinho foi vencido pela euforia. Mesmo para quem, como eu, não gosta de exaltações, reconhece-se que existia uma forte – demasiado forte – justificação para a corrida em saltos do treinador. Ontem, em Marselha, o Porto respirou, mais uma vez, aquela serenidade de vencedor. Ontem, em Lisboa, o senhor João Malheiro apresentava o novo CD «Benfica – O disco da nova catedral», os jogadores apelavam aos adeptos para vestirem roupa vermelha na inauguração, a verborreia eleitoral continuava rasteira, a equipa treinava para um jogo sem história, mas que terá 65 mil sócios assistir. Enfim, o dia de ontem, mais uma vez, marcou a diferença. A diferença entre o foclore típico de clubes provincianos e a serenidade dos campeões. Artur
posted by slb  # 3:54 da tarde
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Jaime Antunes. Nasceu há 49 anos, em Ourém. Ourém... Se tivesse sido ao lado, em Fátima, talvez conseguisse o tal milagre. Frederico
posted by slb  # 9:06 da manhã
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Vilarinho. «Parece um milagre. Tenho muitos cabelos brancos à custa deste estádio». E eu a pensar que era por causa dos resultados da equipa de futebol... Frederico
posted by slb  # 8:59 da manhã

quarta-feira, outubro 22, 2003

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Imperdoável. Tem razão, caro Diego. Obrigado pelo seu e-mail. Artur
posted by slb  # 1:16 da tarde
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Com a mão de Vata. Uma das mais célebres manchetes da imprensa portuguesa. Mozer, nesse jogo, alinhou pelos «maus». Tempos depois regressou. Hoje, em Marselha, veremos desfilar vários jogadores que não serviram ao Benfica: Deco, Maniche, Jankauskas. Estes dificilmente voltarão. Frederico
posted by slb  # 12:07 da tarde

terça-feira, outubro 21, 2003

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Tempo? Uns imbecis. É frequente. Jogadores do Benfica – alguns intitulados de craques pelos pasquins – a pedirem tempo aos adeptos, seguindo assim a fórmula do treinador espanhol e do senhor dos pneus. Todos bebem da mesma cartilha idiota: tempo, é preciso tempo. Uns imbecis. Se ambicionam tanto o título de craques, deviam ler, pelo menos, algumas crónicas de Nelson Rodrigues, esse cronista genial. Aprenderiam, por exemplo, que «o tempo é uma convenção que não existe nem para o craque, nem para a mulher bonita». Artur
posted by slb  # 5:53 da tarde

segunda-feira, outubro 20, 2003

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Vergonha II. Se houve entrevista? Isso nunca será o mais importante. Artur
posted by slb  # 4:31 da tarde
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Vergonha. É uma palavra de uso fácil, muito utilizada para classificar as minudências do Benfica, por exemplo. Alguns clamam que não há discussão possível quando se escrevem textos definitivos com substantivos como «vergonha». Eu já o utilizei por várias vezes. No entanto, nunca tive tanta certeza ao escrevê-lo neste blog como tenho agora. A BBC até abriu uma excepção – é muito raro pagar a entrevistados. No âmbito de um trabalho sobre o Euro 2004, a estação inglesa foi surpreendida pelo agente de Eusébio, esse símbolo eterno dos adeptos, que pediu um valor considerável para uma entrevista no novo estádio. Tudo foi acordado, apesar da estranheza dos ingleses. Porém, Eusébio exigiu no último momento o dobro do valor.

P.S. – «Não reconheço o Eusébio, o da Silva Ferreira, como um símbolo do Benfica, ponto.» Escrevi-o em Agosto. Sou obrigado a corrigir. Eusébio é um símbolo. Sim, definitivamente. Um símbolo da falta de carácter, do provincianismo, da vergonha, do nojo e da acefalia que domina o Benfica. Artur
posted by slb  # 4:18 da tarde
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Adeus. A despedida do Estádio Nacional foi tão fria, tão glacial que queima os dedos. Estarão os jogadores e equipa técnica apostados em prejudicar LFV, ou não passa de incompetência e falta de profissionalismo? Frederico
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Culé. Manuel Vázquez Montalbán nasceu em 27 de Julho de 1939, na Catalunha, filho de galegos. Morreu sexta-feira em Banguecoque sem saber que o Barcelona continua, pateticamente, sem conseguir ganhar em casa. Frederico
posted by slb  # 10:48 da manhã
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– (...) O onze é um número carregado de significado simbólico. Segundo a simbologia, o dez é o número da plenitude e o onze implica excesso, desmesura, imoderação de toda a ordem e representa também o conflito, a abertura de uma nova dezena.
(...) O onze é o símbolo da luta interior, da dissonância, da rebelião, do extravio, da transgressão, do pecado humano, da revolta dos anjos.
Altamirano fora elevando o tom de voz e parecia agora saciado e satisfeito consigo próprio. (...) Carvalho pensava no esforço intelectual que alguns têm que fazer para dissimular o seu gosto pelo futebol... Manuel Vásquez Montalbán
posted by slb  # 10:14 da manhã

sábado, outubro 18, 2003

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Sonhos. Prometi que não escreveria nem mais uma linha sobre as eleições presidenciais do Benfica. Tal não é possível. Há ali muita matéria-prima para aproveitar. Por exemplo, os sonhos dos três candidatos. O senhor dos pneus sonha com 500 mil sócios em 2006 e com o regresso de Mantorras. Guerra Madaleno sonha com Rui Costa, Rui Costa e Rui Costa. Jaime Antunes, esse, sonha com um tratado tecnocrata sobre o Benfica para a sua tese de doutoramento. Coisa para mil páginas, no mínimo. O grau de estupidez vai muito avançado. Só não está completo porque o senhor dos pneus ainda não avançou com o nome da senhora Judite de Sousa para primeira-dama. Aí sim, estava o circo montado. Artur
posted by slb  # 10:52 da manhã

quinta-feira, outubro 16, 2003

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Simples. O meu companheiro de página escreve que eu já não consigo «saborear uma simples vitória.» Então, meu caro Frederico, a justificação está na sua frase. Tenho por princípio nunca saborear nada que seja «simples». Artur
posted by slb  # 6:30 da tarde
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Jorge Nuno Pinto da Costa. «Peço que não me convidem, por favor». Agarrem-me se não eu mato-me, digo eu. Frederico
posted by slb  # 5:47 da tarde
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11-0. Um amigo nosso enganou-se. Foi ao Bessa para ver uma chuva de golos, mas devia ter ido a S. João da Madeira. Frederico
posted by slb  # 4:56 da tarde
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Stress. Artur – meu grande amigo – anda a trabalhar demais. Já não consegue saborear uma simples vitória. Eu, em boa verdade, também não, mas do mal o menos... Frederico
posted by slb  # 4:32 da tarde
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Quando é dia de futebol. Para Carlos Drummond de Andrade um dia de futebol era «uma paixão: a bola, o drible, o chute, o gol.» Ontem, aqueles poucos segundos foram um dia de futebol. «A bola, o drible, o chute, o gol.» Mas, por favor, esqueçam o autor da proeza. Artur
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Suspiro. Era tudo muito simples. Depois de humilharem o adversário, os jogadores retiravam-se do relvado em silêncio – apenas se inclinavam perante os adeptos. Mas não. Festejaram entusiasticamente o resultado e a humilhação não apareceu – nem sequer esteve perto. Quanto aos adeptos, o suspiro de alívio no final do jogo é, ele próprio, uma humilhação. Artur
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Produto. Os senhores da Texto Editora enviaram-me um e-mail sobre o novo livro «Para um grande Benfiquista». É um produto oficial do clube, acrescentam. Não precisavam de alertar para tal facto. A capa do dito «produto» diz tudo. Artur
posted by slb  # 2:44 da tarde
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Crucifixo. O Benfica jogou contra catorze. O guarda-redes do Louvière pediu ajuda ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. O tal milagre, ia sendo preciso. Frederico
posted by slb  # 9:17 da manhã

quarta-feira, outubro 15, 2003

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Milagre. Ernie Walker, presidente do Comité de Estádios da UEFA, considerou a nova casa do Benfica «uma catedral ao futebol». E acrescentou: «apesar de um começo atrasado» e das «dúvidas se estaria pronto a tempo» o «milagre» foi conseguido. Logo, contra os belgas, não é preciso tanto. Frederico
posted by slb  # 6:50 da tarde
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Susto. O que se passa com o meu caro Frederico? Não escreve há dois dias. Será que foi ao Bessa? Artur
posted by slb  # 2:45 da tarde
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Chuva. Fernando Seara afinal cedeu ao senhor dos pneus. Jaime Antunes é fotografado em Fátima. No mesmo dia - ou um dia depois, pouco interessa - Judite de Sousa escrevia num pasquim que «o futebol tem uma dimensão psicológica indecifrável». Ontem não escrevi. Hoje, só a chuva me pode ajudar. Artur
posted by slb  # 2:35 da tarde

segunda-feira, outubro 13, 2003

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Interrogações. Durante alguns dias, milhares de sócios esperaram pacientemente por um bilhete para a inauguração do novo estádio - por favor, não lhe chamem «Nova Catedral», por favor. As televisões, essas, não perderam um minuto do festim. Duas interrogações sobre o assunto. É culpa do ângulo escolhido, ou mais de 80 por cento daqueles senhores tinha bigode? É culpa do ângulo escolhido, ou mais de 90 por cento não conseguia articular uma frase - por mais simples que fosse? Esperam-se 70 mil sócios no dia 25 de Outubro. Já decidi. Estarei fora do país nessa data. Artur
posted by slb  # 2:30 da tarde
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E assim se define um treinador. «Temos de voltar aos tempos de Eusébio». Artur
posted by slb  # 2:26 da tarde

domingo, outubro 12, 2003

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Analogias III. Claro que é analogia barata. Agora snobismo não estou bem a ver porquê. Vejamos: «snobismo, s.m. qualidade de snob; presunção; vaidade ostensiva.» Presunção de que podemos mandar umas bocas sobre futebol em geral e o Benfica em particular? Vaidade ostensiva?! Até somos um blog de anónimos... Mas até que enfim que alguém enfia a carapuça. Fique descansado pois não corre o risco de ser substituído no seu pasquim. Quanto às citações, dada a sua perspicácia, até admira não as identificar. Sempre lhe posso dizer que não são nem do Lorca nem do Varatojo... E, já que trabalha num dos tais pasquins, aconselho-lhe a ter mais fair-play e não levar isto tão a peito. É que a bola é redonda e são onze para cada lado. Frederico

posted by slb  # 7:38 da tarde
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Analogias II. Bom, tenho por princípio não responder neste blog a todos os e-mails. Mas este é especial - muito especial. Reflecte, de forma límpida, a matéria que está na base de um pasquim. Repare-se. Este cavalheiro levanta a hipótese de Varatojo e Lorca – é mais uma das comparações absurdas que estamos habituados a ler nos pasquins. Por outro lado, pede esclarecimentos sobre o livro de citações que consultamos - prática que é habitual no seu meio. Ler uma obra na totalidade é trabalho muito árduo. E, depois, quanto à questão das fotocópias, penso que fala por si própria. Gostei muito do seu e-mail, meu caro. Foi um grande favor que me fez. Artur
posted by slb  # 3:04 da tarde
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Analogias. Escreve-nos o Rabbit Rabbit – Verissimo adoraria explicar o que está por detrás desta capa de anonimato: «Assim à primeira vista parece-me puro snobismo. Um blog chamado Nietzsche & Schopenhauer escrito por duas pessoas, um tal Artur (Varatojo?) e um outro Frederico (Lorca?), cheira a analogia barata. (...) Quer-me parecer, sim, que tanto remoque aos pasquins deve ser dor de cotovelo. Ou será de corno? Fica a dúvida por desfazer. Já agora esclareçam-me (pode ser o Artur ou o Frederico) qual o livro de citações que mais consultam. É que, como trabalho num pasquim, pode dar sempre jeito. Fazem desconto nas fotocópias?»
posted by slb  # 2:59 da tarde
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Trilogia. «Vilarinho dá a mão a Vieira». O título de um pasquim desportivo de hoje cabe que nem uma luva na segunda parte da trilogia. Depois de «Vieira esvazia a carteira de Vilarinho» - e deste «Vilarinho dá a mão a Vieira» - o final da série não é dificil de adivinhar. O cheiro a pneu queimado já vagueia por aí. Artur
posted by slb  # 2:58 da tarde
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Nuno Gomes. O que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros? Tem dois textos que eu subscrevo (quase) inteiramente. Frederico
posted by slb  # 10:13 da manhã
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Direito. Urge escrevê-lo, preto no branco: entre o toque de calcanhar inconsequente, e o golo, não pode haver dúvidas. Jogar bonito é o nosso calcanhar de Aquiles. Há que valorizar, quem na sua simplicidade, for capaz de nos fazer saltar de alegria. Frederico
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Amizade. Scolari é o melhor amigo de Ricardo. Mas o guarda-redes sportinguista não retribui. Fez tudo para agradar a Pinto da Costa e Baía. Frederico
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Engano. A equipa de todos nós foi enganada. Disseram «Albânia» e apareceu-lhes uma equipa a jogar futebol. Frederico
posted by slb  # 9:55 da manhã

sexta-feira, outubro 10, 2003

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Sedento daquele golo. Fala-se do novo logotipo. Falam-me do significado das cinco palavras que o compõem. Falam do novo estádio, das desculpas de Mantorras e dos jogadores que estão entre os 250 melhores da Europa. Pouco me interessa. A cada dia que passa fico mais com os livros. Com a minha biblioteca. Só aí posso encontrar matéria para os meus sonhos. Carlos Drummond de Andrade, por exemplo, fala-me do golo, de um só golo, daquele golo, o eterno golo. «O golo sem letra, de lustre, de louro. O gol de placa, implacável. O gol sem fim, nascendo natural, do nada, do nunca; se fazendo fácil na trama difícil, flóreo.» Trocava tudo por ver um golo assim. Tudo. Artur
posted by slb  # 2:36 da tarde

quinta-feira, outubro 09, 2003

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Antunes versus Vieira. Quem luta com monstros deve velar para que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. Se olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti. Frederico
posted by slb  # 9:40 da manhã

quarta-feira, outubro 08, 2003

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O Barbas. Um pasquim informa hoje que com uma semana de atraso, LFV almoçou com o plantel. Quando a casa está a arder, esquecemo-nos até do almoço. Sim, mas depois comemo-lo sobre as cinzas... Frederico
posted by slb  # 9:54 da manhã
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Triunfar II. E depois venham com as acusações de que sou sempre muito radical. Venham. Artur

Record – O Simão fora do futebol, quem é?
Simão – O Simão? É uma pessoa calma, que gosta de estar com a família.
posted by slb  # 8:55 da manhã
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Triunfar. «Já houve muitas promessas, não são precisas mais, temos é de jogar ao nosso melhor nível e ganhar», diz Simão a um dos piores pasquins desportivos. No caso deste jogador, ganhar nunca vai significar qualquer triunfo para os adeptos. Porque esse só chegará no dia em que ele, Simão, tiver uma lesão como Mantorras. Eterna. Artur
posted by slb  # 8:50 da manhã

terça-feira, outubro 07, 2003

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Mascotes. Tuga e Kinas. Ao contrário da maioria, considero que as duas últimas mascotes da selecção portuguesa resultaram de um trabalho árduo de análise sobre as idiossincrasias do futebol. Não podiam ser mais perfeitas e límpidas. No Benfica, também podemos estar descansados. Qualquer um dos candidatos não defrauda nenhum adepto - nem mesmo o mais optimista. O novo Becas está a caminho. Artur
posted by slb  # 4:57 da tarde
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Luís Filipe Vieira. «Decidi ser candidato a presidente do Benfica e isso não pode ser um acto irreflectido». Pois não, é irreparável. Frederico
posted by slb  # 11:50 da manhã

segunda-feira, outubro 06, 2003

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Estanislao. «Há touros com casta, muita casta, e futebolistas com classe, muita classe», referia-se Camilo José Cela a propósito de Estanislao, esse jogador completo, natural de Burriana, província de Castellón. Leio hoje num pasquim que Tiago renovou até 2008. O Benfica consegue segurar, por agora, o seu Estanislao. Assegura também menos estocadas do adversário. A faena magistral sempre foi uma obra solitária. Artur
posted by slb  # 6:04 da tarde

domingo, outubro 05, 2003

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1-4. Depois de algo tão alegre, gostaria que se escutasse uma palavra a sério que se destina aos mais sérios. Sede prudentes e preservai-vos do martírio. Preservai-vos do sofrimento por amor à verdade. Frederico
posted by slb  # 11:21 da manhã
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Frígido. Só porque ganha por 4-1? Só porque o Simão marca dois golos? Não, meus caros, é tudo igual quando não há prazer. O futebol do Benfica tornou-se frígido: quer ganhar mas proíbe gozar. Obrigado, Eduardo Galeano. Artur
posted by slb  # 11:03 da manhã

sexta-feira, outubro 03, 2003

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Cretino fundamental. «Descobri o cretino fundamental no futebol», escreveu Nelson Rodrigues. É sempre muito difícil não concordar com este cronista brasileiro. No meu caso, descobri-o em 1994 - ao cretino. Sim, eu sei que cometeu vários devaneios. Mas há um que o elege como o «cretino fundamental». Para mim, só um. Artur Jorge desprezou Mario Stanic. Cretino. Artur
posted by slb  # 3:57 da tarde

quinta-feira, outubro 02, 2003

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Futebol se joga. O que eu acho, de vez, sobre as diferentes candidaturas à presidência do Benfica? A pergunta chega por e-mail. Para encerrar a questão, também de vez, recorro a Carlos Drummond de Andrade. «Futebol se joga no estádio? Futebol se joga na praia, futebol se joga na rua, futebol se joga na alma.» E é tudo - por hoje. Artur
posted by slb  # 4:50 da tarde
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Campeões. Que pena tenho de não termos, ontem, perdido com o Real. Enquanto sentirmos as estrelas como algo que está por cima de nós, não possuímos, ainda, o olhar do homem que sabe. Frederico
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Rui Costa. Fala-se sempre dele quando se vai a votos. Há uma inocência na mentira que é o sinal da boa fé numa causa. Mas, talvez seja para o lugar de Eusébio. Subir ao relvado, toalha embrulhada na mão, entusiasmar a malta e, depois, sentar-se. Frederico
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Rui Costa III. Lembro-me de ter assistido, na Luz, talvez ao único golo de uma equipa adversária, emotivamente aplaudido, de pé, por todo o estádio. A equipa era a Fiorentina e Rui Costa chorou. O que se faz por amor, faz-se sempre para além do bem e mal. Frederico

posted by slb  # 9:16 da manhã
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Uma questão de vontade. Ontem, nem por um momento tive vontade de escrever. O silêncio, por vezes, é a prosa mais arguta. E, depois, o que poderia garatujar num dia como o de ontem? Num dia em que mais um novo-rico, que simboliza na perfeição a imagem do pato-bravismo que atravessa o clube, apresentou a sua candidatura à presidência do Benfica, prometendo milhões e mais milhões. Num dia em que o deputado socialista Manuel Alegre apresentou-se como mandatário nacional de outra candidatura. «Hoje o Benfica é um nome, história e saudade», disse o poeta. Fechei-me no quarto. Artur
posted by slb  # 8:31 da manhã

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